A cada dia, acrescentam-se ao nosso vocabulário palavras que há algum tempo não faziam sentido algum.
Psicólogos e profissionais da medicina, hoje adotam um vocabulário de origem inglesa “WORKAHOLIC”, para se referir
áqueles indivíduos para os quais o “trabalho” ocupa, sempre, o primeiro lugar em suas vidas.
Estas pessoas, deixam, muitas vezes de atender necessidades familiares, sociais, de lazer e principalmente pessoais para se dedicarem a sua atividade de trabalho .
Existe um ditado que diz mais ou menos assim: “quem trabalha naquilo que gosta, não tem trabalho” ,concordo , mas não estou referindo, aqui, a este profissional feliz e realizado…Mas sim a indivíduos que perdem o controle sobre sua vida pessoal, por serem extremamente ansiosos em relação a atividade que exercem. Trata-se, neste caso, de um transtorno do comportamento; melhor classificando: um transtorno da ansiedade.
As consequências deste transtorno repercutem, não só e naturalmente, em quem vive o problema , mas em todas as pessoas com quem convivem: colegas de trabalho, amigos, e principalmente a família.
O que mais preocupa, neste quadro , é que essas pessoas vão se tornando cada vez mais stressadas.
O stress traz consequências desastrosas para o ser humano.: depressão,doenças psicossomáticas e, principalmente uma abertura das defesas do organismo, o que pode levar a problemas sérios de saúde.
Todos nós, necessitamos de momentos para “não fazermos nada”, É neste momento, que deixamos trabalhar o “hemisfério direito” de nosso cerebro, criando, brincando, interagindo, escrevendo poemas (mesmo tolos), amando, assistindo ao crescimento dos filhos. O grande poeta Fernando Pessoa, diz assim: “todas as cartas de amor são ridículas. Se não fossem ridículas, não seriam cartas de amor”.
Precisamos destes tempo , até mesmo para sermos “ridículos”!
Pergunto: qual o seu hobby, aonde passa seu tempo livre, como está sua família , gosta de escrever? Tem feito isso? O que responderia? Pense nisso e reflita, com cuidado, para analisar se não se encaixa nas descrições acima.
Gostaria de terminar, alertando áquelas pessoas que, de alguma maneira se identificam com o “WORKAHOLIC”, que existem profissionais da área médica e da psicologia , que poderão ajuda-las muito.
Estou certa de que não se arrependerão de aprenderem como e quando “brincar”
Madalena